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Mostrando postagens de fevereiro, 2025

A Arte da Transmissão: Um Brinde ao Si Hing Guilherme

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No grande jogo da vida, existem personagens que aparecem no nosso caminho não apenas para compartilhar conhecimento, mas para desafiar, inspirar e, às vezes, fazer com que soltemos aquele suspiro profundo antes de encarar mais uma sequência de treinos. Hoje, o blog do Rafuca levanta a guarda (e o copo) para celebrar um desses personagens: o Si Hing Guilherme. Quem nunca sentiu aquele casaço durante um treino? Não estou falando só do antebraço pesando depois de uma movimento mais intenso, mas daquele desconforto que precede o aprendizado verdadeiro. O Si Hing Guilherme tem esse dom quase místico de nos colocar nesse espaço – o limbo entre o "não sei se consigo" e o "olha só, eu consegui". E é nessa dinâmica que se constrói algo belo: um refinamento constante, uma lapidação que nos aproxima de um legado maior. Afinal, como nos lembra Lao Zi, "um mestre abre a porta, mas é o aluno quem deve atravessá-la". No caso, às vezes atravessamos...

O Kung Fu das Relações: Sensibilidade, Troca e Evolução

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Escrevo esse texto a caminho do núcleo Barra, e entre um compromisso e outro, percebo como a constância no treino reflete não só no corpo, mas também na forma como me relaciono com o mundo. Desde que comecei minha jornada marcial, tudo mudou—por dentro e por fora. Hoje, quero falar sobre algo que, assim como um bom golpe, exige precisão e sensibilidade: as relações. Antigamente, eu via os relacionamentos de uma forma bastante ingênua. Achava que tudo dependia apenas do meu comprometimento. Se eu estivesse presente, se eu fizesse minha parte, a conexão aconteceria naturalmente. Só que, com o tempo (e muitas interações no Mo Gun), percebi que essa visão era limitada. Relações não são uma via de mão única, e o equilíbrio depende de algo simples, mas essencial: observação e diálogo. Se não sabe como agir com alguém? Pergunta. Parece óbvio, né? Mas às vezes complicamos o que deveria ser simples. Achamos que precisamos adivinhar, prever ou mesmo moldar o outro ao noss...

O desafio por trás do hiperfoco

Se você é um leitor mais antigo do blog já me viu dizer que o sistema Ving Tsun me salva todos os dias. Se é novo por aqui reforço essa afirmação. A medida que me aventuro pelo caminho das artes marciais vai ficando cada vez mais claro e natural os momentos em que esse salvamento acontece. Existe uma condição no autismo conhecida como hiperfoco. O que no meu caso é a capacidade de ficar tão imerso em um assunto que se torna difícil desligar dele. Mais uma vez o sistema me ajuda a aflorar o kung fu e nesse sentido sinto que o kung fu está em justamente saber o momento de desligar.  Desde que comecei a praticar o Ving Tsun se tornou uma grande paixão e consequentemente um hiperfoco. Ele visita minha mente a todo momento durante o dia. Fazendo ser um desafio pessoal usar o mesmo para frear os pensamentos sobre sua prática. Uma curiosidade sobre mim é que adoro escrever e talvez por isso tenho a mania de colecionar cadernos. Estou falando isso porque finalmente resolvi separar um cader...