O corvo e o silêncio

 


Esse talvez seja o post mais importante do blog atualmente. A medida que me enche de alegria por escreve-lo sou tomado por uma sensação de conflito. Falar para o silêncio que se faz presente na troca com outro é desafiador de mais.

Quando eu era adolescente passei por um período niilista onde não via sentido na existência. Então no ápice da minha confusão teorizei que não existia propósito para minha vida. Essa crença se estendeu até a pouco tempo quando pude entender a beleza da simplicidade.


O corvo

Na imagem acima temos o corvo...meu personagem favorito nessa época da minha vida. O curioso é que apesar de ser extremamente trágico...me identificava com o peso que o personagem carregava...era como se o silencioso sussurasse para mim: "Não olhe para as sombras, garoto."

"...Tão cinza e desesperador,

Forte como o aço, mas em 

ruínas por dentro, o Corvo

Gargalha sob a luz de um poste,

Um sorriso vodu daquele que

Viveu e morreu e, mesmo assim,

continua vivo...


Ele se dirige para casa, onde

Pode perder consistência entre

As trevas e pintar seu rosto

Com as cores do júbilo..."


(O Corvo - James O'Barr)


Como eu estava dizendo essa foi uma época estranha onde tive que aprender a lidar com sombras e abismos que me forjaram no que sou hoje, mas o que isso tem haver com o silêncio?

Bem, tudo...durante muito tempo acreditei que ele fosse meu inimigo já que representava minha incapacidade de me posicionar, mas hoje o vejo como uma forma invisível que molda a lâmina da alma.

Por fim gostaria de encerrar dividindo o pensamento de que são nossas ações e não nossas palavras que definem quem somos. O sábio avança no vale do silêncio enquanto o tolo se engasga com suas palavras.

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