Fator terapêutico, pertencimento, coração

 

Bruce Lee praticando

Recentemente me ocorreu uma ideia e quero usar ela como ponta pé inicial para começar esse texto. Kung fu serve para muitas coisas e uma dessas coisas é para desenvolver o próprio kung fu. O sistema por si só não é capaz de levar a esse desenvolvimento. Percebi isso enquanto me permitia olhar para trás. As palavras de Lee ressoam em meus ouvidos. Desenvolvimento da expressão corporal através da prática da arte marcial.

Para entendermos o que estou querendo falar precisamos visitar os pontos mais obscuros de minha jornada. Nunca pertenci a lugar nenhum e nunca senti que poderia ser quem sou. Isso até agora.

O poder terapêutico do kung fu é inegável. Transformar medo e insegurança em capacidade colaborativa e bem estar é o real significado da palavra trabalho. Só que é aquilo ele pede algo em troca para funcionar. Ele pede que eu apenas acredite na minha capacidade de ser melhor dentro de minhas limitações.


Gosto muito do vídeo acima. Ele abre para inúmeras interpretações. Só que o que é melhor. Ser água ou ser vinho. Brinco que hora sou água, hora sou vinho, mas que prefiro ser sangria. Um drink cheio de possibilidades.

Isso tudo para falar de pertencimento e coração. Meu coração atualmente se encontra na arte. Lírica, visual, mágica e marcial. Sinto que sempre esteve nesse lugar de forma inconsciente e velada pelas crenças limitantes que me ensinaram a acreditar.

Minha mãe em uma trilha

Meu coração também está com minha mãe. Uma dessas pessoas que possuem um kung fu forte e uma experiência mística, mas que não sabe que possui essas habilidades. Esse post no blog é especial. Hoje é aniversário de minha mãe e essa data marca uma virada de chave.

Minha velha é mestre na arte de se reinventar e acho que não consigo ninguém que seja mais próxima da filosofia de Bruce Lee do que ela. De fato ela é a água. É arte, coração, é pertencimento e força terapêutica sempre estando do meu lado.

Muito mais que desejar feliz aniversário. O blog do Rafuca homenageia a sua trajetória e mesmo com todos os altos e baixos lhe agradece por nunca desistir e ser uma fonte eterna de inspiração.

Por fim quando penso na minha mãe não consigo deixar de traçar uma linha entre ela e o sistema ving tsun(wing chun). Ela pode te nutrir ou ela pode te esmagar, ela pode relaxar ou ela pode colocar tensão. Tudo isso com uma dosagem de graça e organização.

Obrigado mãe. Sem você esse blog não existiria, nem o próprio Rafuca existiria. Te amo.







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