Vida kung fu, família e um ótimo dia.

Na foto si hing Guilherme pratica com si hing Marcio.

Kung fu é um ato de fé? Me peguei me perguntando isso hoje enquanto elaborava esse texto que tão tranquilamente estava esquecendo de escrever.

Bem respondendo a pergunta acredito que sim. Se pensarmos que fé invoca um sentimento de acreditar...penso que o que mais fazemos durante nossas vivências é acreditar em nós mesmos e como podemos fazer para crer no potencial do outro.

Si hing Guilherme me faz acreditar nessa ideia quando percebo o quanto ele está sempre confiante na minha capacidade de acertar e porque não errar também...com um certo estilo. Enfim ele sempre acredita em mim e isso me autoriza de certa forma a poder ser quem sou. Sua luz me dá liberdade para que minha própria luz também possa brilhar.

Nesse sábado levantei cedo e fui para o mo gun. Quando cheguei encontrei o pessoal tomando café. Esses momentos em família são tão emblemáticos e recheados de significado  que me fazem perceber que me sinto realmente avontade. Logo eu que nunca gostei de círculos sociais e grupos. Cada vez mais deixo de ser um lobo solitário para entender minha importância dentro da alcateia.

Após o café, conversarmos e de compartilharmos boas risadas nos movimentamos para a prática braçal e o desenvolvimento físico do sistema. É sempre interessante quando o mo gun está cheio e tenho a oportunidade de praticar com pessoas diferentes. É mágico perceber que mesmo tendo dificuldade no exercício me senti feliz não só por esta progredindo, mas por estar inserido no grupo.

Após a prática saí com o si hing Nicolas para preparar as mesas do restaurante. Iríamos comemorar o aniversário de si hing Guilherme. Ao chegar na praça de alimentação encontrei si hing Lucas que não via a algum tempo. Arrumamos tudo e começamos a conversar.

Logo o pessoal chegou e tivemos um belo almoço...mas o que me chamou a atenção era o sorriso e a sensação de que estávamos conseguindo transmitir para si hing Guilherme o quando ele era querido por todos.

Por fim terminamos a comemoração com um café. O que nos levou a conversar mais um pouco e tenho que admitir que essa relação de proximidade e de fato humanizada é o que acho mais fascinante na vida kung fu.

Prático ving tsun(wing chun) a algum tempo já e nunca me senti tão imerso em algo. O kung fu está em todo lugar, cada momento, cada segundo e mesmo que as vezes ele me escape na desatenção ele está presente também na recuperação.

Bruce lee prática a listagem em Yi Ji Kim Yeung Ma

A abertura da base e a própria ideia da base me faz fazer uma associação a base familiar. A ideia de unir tudo em um ponto para então posicionar os pés me trás a interpretação de aterramento físico e em um contexto mais global um enraizamento profundo para além dos fundamentos do sistema e levando a olhar tudo com extrema profundidade.


Adoro a ideia dos acessos e das portas, mas gosto muito mais de ter o entendimento que quem me permite acessar essas entradas é o outro e que cabe a mim apenas a responsabilidade de saber que não vou errar, mas como mencionei acima...se errar o que posso fazer para reagir não mecanicamente, mas com kung fu.

Eu fico por aqui e logo estaremos juntos novamente. Um grande abraço leitor e sigamos sempre juntos. Obrigado.


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