Luto, fluxo, kung fu
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| Eu e minha tia em um momento feliz. |
"Quando vocês acham que as pessoas morrem?
Quando elas levam um tiro de pistola bem no coração?
Não.
Quando são vencidas por uma doença incurável?
Não!
Quando bebem uma sopa de cogumelo venenoso?
Não!
Elas morrem... Quando são esquecidas."
(Hiluluk, one piece)
Dedico esse texto a minha tia e deixo registrado aqui o meu amor e aprendizado na forma de homenagem. Quando criei o blog o seu principal objetivo era acompanhar minha trajetória emocional e marcial. Entre tantos textos escritos talvez nenhum até agora seja tão doloroso e necessário de ser escrito quanto esse.
Porque é o kung fu que me mantém firme e é pelo kung fu que entendo hoje os ensinamentos quase imperceptíveis que minha tia me deixou. Nas últimas semanas tenho tido de me afastar do núcleo e consequentemente das atividades em família para poder resolver essa situação.
Estou sentindo saudade de meus irmãos e aqui gostaria de agradecer o carinho e acolhimento. Na quinta feira estarei de volta às minhas atividades normais...mas até lá não tem um único dia que eu deixe de praticar a listagem. Isso tem me ajudado a manter a mente, o corpo e o coração alinhados.
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| Tradicional café da manhã de sábado |
No dia da foto acima eu não estava presente fisicamente, mas mesmo distante me alegrei por ver todos reunidos. Me senti fazendo parte do momento mesmo assim. Foi de certa forma reconfortante.
Eu poderia filosofar sobre a morte, mas a grosso modo ela vem pra nós lembrar a finitude da vida e particularmente ela me incentiva a agir. De forma estratégica e com kung fu...sem medo pelo desconhecido.
Perde a segunda pessoa que já amei na vida deixa um vazio enorme que pretendo preencher com ações e atitudes. Algo em mim mudou desde esse acontecimento e de uma forma direta me força a amadurecer mais um pouco.
Isso significa se portar com precisão e exercitar o cuidado. A marcialidade de saber como se portar diante dos desafios. Posso dizer que a crise quando bem aproveitada é um trampolim para evolução pessoal e humana.
Termino esse texto mais uma vez dedicando a minha tia. Agradecendo o apoio e acolhimento e deixando uma mensagem de esperança. Afinal o fluxo da existência continua sempre em frente.


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