Caminho e desenvolvimento através da ação
O dito "caminho do guerreiro" é formado por alguns preceitos antigos que envolvem a transmissão. Ainda assim esses preceitos não podem se sobrepor ao desenvolvimento particular de cada praticante. A arte presente. Nesses quase um ano de prática pude aprimorar coisas que antes eu ignorava.
O pensar no outro sem tirar o foco de minha própria necessidade se apresenta como um desafio constante onde preciso atualizar as percepções do ambiente o tempo todo.
Certa vez me peguei questionando porque tenho a mania de explicar e justificar o óbvio...mais uma vez aqui a beleza do sistema ving tsun se apresenta como algo que me leve a agir de forma objetiva.
Ao mesmo tempo que acabo com as justificativas e desculpas. Esse entendimento direto da ação me permite uma aprendizagem mais sincera e profunda.
Kung fu é muito sobre cada movimento que fazemos. Isso envolve o corpo, a mente, o espírito e a conduta.
É comum nesse tempo de prática eu me encolher quando faço alguns movimentos específicos. Acredito que isso vem de uma noção mais aprofundada de uma autoestima baixa. O corpo reflete as marcas de uma conduta mais omissa, parada e até mesmo apática.
O estudo das artes marciais tem me elevado a me propor o desafio de notar esses detalhes que se revelam mais sutis.
Acredito que nesse quase um ano de prática aprendi sobre como me colocar de forma estratégica em situações que não me sentiria tão confortável.
Lembro de assistir um vídeo no instagram em que Si fu fala sobre ampliar a zona de conforto. Isso me causou certa estranheza por ir contra a ideia que tão insistentemente todo mundo martela em nossas mentes.
Acredito que isso traz outra questão que é a libertação de ideias pré estabelecidas. Aos poucos estou me levando a experimentar essa ideia do conforto ampliado e já tenho colhido alguns resultados. Hoje sou um homem menos tenso e consigo analisar melhor as situações.
É fascinante como o kung fu é trabalhado e se manifesta de uma forma fluida e natural.
Isso pode ser aplicado até mesmo no ato de escrever e elaborar esses textos. A cada palavra escrita sou forçado a revisitar minhas ideias, lembranças e emoções. O Blog do Rafuca surgiu como um meio para trabalhar o kung fu de uma forma a deixar registrado e refinar percepções de ideias que podem vir a nascer apartir da própria necessidade de preencher as lacunas.
Enfim encerro esse texto olhando para o presente como uma construção para o futuro e fortifico a nessecidade da ação e da criação de caminhos diretos e indiretos.

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