Chung chi, mente frouxa, recuperando o meio


Olá a todos. Tem um tempo que não escrevo e acredito que esse hiato se reflete em uma mente frouxa diante dos desafios da vida e minha própria guerra contra uma procrastinação latente e melancólica.

A vida não é facil, mas isso não significa não pode ser simples e consequentemente boa. Tenho aprendido a olhar para além da névoa de meus desejos egoístas e crenças limitantes.

Recentemente em uma conversa com meu Si Hing tive a oportunidade de obter uma nova perspectiva sobre o Chung Chi. A energia deve fluir e cabe somente ao artista marcial encontrar caminhos para seguir sempre em frente.

As águas de um rio não recuam...ela apenas avançam. Isso me despertou a ideia de como posso buscar formas de ocupar o meio. Aqui me refiro ao meio como o ponto de equilíbrio em tudo que me disponho a fazer.

Com isso retorno ao início do texto quando percebo que escrever nem sempre é fácil, mas continua sendo necessário. Por isso aprendi que preciso impor a ação em tudo que faço e isso inclui escrever com continuidade.

O que pode ser entendido na troca das mãos na guarda. Existe uma sincronia precisa para não criar aberturas e é assim com tudo. Se uma mão falhar a outra rapidamente assumi e se recupera. Sinto que estava pecando nessa mudança quando aplicada na estruturação dos meus planos e ideias. O kung fu é sobre o que se faz diante da frustração...na guerra a paralisia ou apatia é igual a morte.

Por fim farei o que preciso fazer e entendo que o kung fu nos ensina a contornar obstáculos com coragem e aproveitar até as pequenas brechas que vão surgindo independente do estado emocional deve se desenvolver uma dose de frieza estratégica para se superar sempre sem se permitir ser contaminado e influenciado pelo ambiente e pelos monstros internos.


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