Movimento, segredo, refinamento
Olá a todos. Hoje me proponho uma reflexão. Um breve olhar para trás para entender o presente e quem sabe projetar o futuro. O quanto efetivamente evolui nesse período e falando de evolução falo da capacidade além do combate simbólico, mas em um cenário mais amplo.
Quando comecei a praticar, no meu primeiro dia, estava animado e temeroso que não fosse da certo. É nessa época eu era bem mais inseguro e cheio de medos limitantes.
É engraçado pensar o quanto mudei nesse período. Hoje me sinto mais confiante mesmo que ainda esteja descobrindo a extensão do meu alcance máximo. O ponto final de uma evolução contínua e profunda.
Uma das coisas que mais gosto de meus momentos no Mo Gun é o direito ao erro. Essa autorização para ser quem sou, errar, acertar e me refinar é o que tem feito mágica para mim. Durante muito tempo acumulei frustrações por não aceitar que vou errar. É como numa luta. Golpes vão entrar e a capacidade de reestruturar e se realinhar é o que de fato importa. A mente precisa ter esse pensamento de forma clara.
Na foto acima podemos brincar sobre " contar segredos do kung fu". O que minha experiência tem me mostrado ser apenas uma forma divertida de ilustrar. Afinal na realidade o belo disso tudo é que o segredo não é verbal. Ele se encontra em cada ação e na capacidade do praticante de enxergar o que está lá. Em outras palavras é tão manifesto que fica oculto. É preciso querer ver com o coração e aí só aí se consegue ver.
Outro fato interessante é que esse dito segredo é absorvido e interpretado de forma diferente por cada um que tem acesso a ele.
Por fim...nunca fiz parte do clube do livro, nunca fiz parte de tribos ou times esportivos. Talvez por isso a família me trás uma noção de pertencimento muito grande e que é tão natural e que não diminui minha individualidade. Ao contrário disso...aflora e fortifica a individualidade a medida que se torna um em meio ao todo.
Em uma conversar recente com Si Hing Guilherme ele me falou sobre a importância da execução. Para evitar entrar em círculos viciosos. Isso somado a fala de Si Fu no colóquio sobre o ano novo chinês sobre iniciar, processar e finalizar as coisas me fez perceber algo importante. Preciso trabalhar meu movimento de forma mais precisa e aprender que ciclo envolve início, meio e fim.
Por mais que o meio e o fim não carreguem o mesmo entusiasmo do início. Cabe a mim reinventar meu processo para que a chama não se apague no caminho.
Ps: É na ação que reafirmo meu compromisso com meu kung fu e para com o meu refinamento.
Comentários
Postar um comentário