Conectando Momentos
Si Fu compartilhou conosco um conhecimento tão rico que ainda reverbera dentro de mim enquanto procuro digerir cada ensinamento.
O encontro terminou tarde, para mim, que moro longe do Mo Gun, o caminho de volta acabou se tornando uma extensão da experiência. Avançando pela noite silenciosa, no ônibus, senti uma paz curiosa... uma sensação de realização que dava ao movimento um sentido quase transcendental.
Cheguei em casa no início da madrugada, cansado, mas pleno. Como sempre acontece após estar com o Si Fu, o corpo pode até sentir o peso, mas o espírito se eleva.
No dia seguinte, hoje, não consegui ir ao aniversário de Si Fu. Não me sentia muito bem de saúde, e lembrando dos ensinamentos da noite anterior, preferi não forçar o movimento... deixar o fluxo seguir naturalmente.
Fiquei em casa e, durante a tarde, decidi reassistir um episódio da série animada Avatar: A Lenda de Aang, a pedido do meu afilhado. Sempre gostei da animação, mas dessa vez algo foi diferente.
Percebi, com surpresa, como muitos dos ensinamentos de Si Fu estavam ali... traduzidos de forma mais leve e infantil, mas ainda assim profundos. Foi curioso e bonito reconhecer, em uma história de fantasia, a presença viva de ideias que havíamos discutido na noite anterior.
O confucionismo estava ali, na noção de ordem e harmonia do todo para a parte.
O taoismo se manifestava na fluidez e na irrelevância do ego diante da natureza.
E o budismo, na compreensão do sofrimento como um caminho de elevação.
Tudo isso, em algo aparentemente simples.
Ao final do episódio, me vi lembrando de um momento específico e marcante do encontro com Si Fu: um abraço. Um gesto de gentileza e carinho que, para mim, sintetiza o verdadeiro espírito do Kung Fu: A conexão humana que transcende o treino físico e ecoa no cotidiano...na vida kung fu.
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